Textos para reflexão...
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1.
Houve uma vez um
homem que perdeu seu machado. Ele suspeitou que o filho do vizinho o tivesse
roubado e o observou. A maneira com que este andava era bem a de um ladrão de
machado; sua expressão facial era a de um ladrão de machado; a maneira como
falava era bem a de um ladrão de machado; em todos seus movimentos e em todo
seu ser falava claramente o ladrão de machado.
Por acaso o homem revolveu uma cova e achou seu
machado. No outro dia viu de novo o filho do vizinho: em nenhum de seus
movimentos, em nada de seu ser havia alguma coisa de um ladrão de machado.
Lia Dsi
2.
O Rabino Mendel
de Kotzk falou certa vez à congregação: “O que exijo de vós? Apenas três
coisas: não olhar furtivamente para fora de vós, não olhar furtivamente para
dentro do próximo e não pensar somente em vós.”
Martin Buber
3.
Disseram certa
vez ao Rabino Mendel que determinado homem era maior do que outro cujo nome
também citaram. O Rabino Mendel retrucou: “Se eu sou eu porque sou eu, e tu és
tu porque és tu, então eu sou eu e tu és tu. Entretanto, se eu sou eu porque tu
és tu e tu és tu porque eu sou eu, então eu não sou eu e tu não és tu”.
Martin Buber
4.
Em nossas
relações com o outro é, da mesma forma, decisivo saber se o infinito se exprime
ou não.
Jung
5.
Não se dá nem se
recebe. Quando os dedos que doam tocam os dedos que recebem, a Estrela Matutina
brilha logo ao contato, e o jasmim cintila entre as mãos. E assim não se dá,
nem se toma, nem mão que oferta, nem mão que recebe, mas a estrela entre as
duas é tudo, e a mão da sombra e a mão da luz são invisíveis, de cada lado. O
jasmim acolhe em seu cálice a oferta e a aceitação e o perfume da união evola
no ar.
Não pensem em dar ou receber, deixem apenas que o
jasmim floresça.
D. H. Lawrence
6.
Chega o momento
de morrermos para o Eu, de morrermos para os nossos limites. Mas para morremos
ao Eu é preciso que tenhamos um Eu. Muitos se dizem além do Ego, quando não
estão senão a seu lado. Donde a importância, antes de entrar num caminho
místico, de ter um Eu bem estruturado.
Jean-Yves Leloup
7.
É verdade que o
intelecto tem que ser sacrificado – desde que haja intelecto!
Jung